sexta-feira, 30 de novembro de 2012


Aquela velha arte de lembrar-se o que gostaria de esquecer, e esquecer-se do que gostaria de lembrar.
 
Era vinte e nove de novembro e, como nos últimos oito anos, ela despertou com aquela tão conhecida sensação de que era um dia especial. E, como sempre, não demorou muito para lembrar o motivo, era o dia do aniversário dele. Revirando os olhos, não pôde deixar de se perguntar por que, em nome de Deus, tinha que se lembrar desta bendita data depois de tanto tempo. Tantas coisas dignas de serem lembradas aconteceram nesses oito anos e ela lembrava, como se tivesse um despertador para recordá-la, daquilo que ela sempre lutou para esquecer. Já não o amava mais e não mantinham contato a muito tempo, então não havia motivo para tal recordação. Era como se a lembrança surgisse a fim de recomendar que não esquecesse aquele sentimento, apesar de tê-la feito sofrer. Sendo uma boa menina, tratou logo de fazer uma prece, pedindo a Deus que o protegesse, e desejando, mentalmente, todas aquelas coisas que se costuma desejar para os aniversariantes. Pronto, cumprido o "ritual" de todo o ano, levantou-se para mais um dia, que percorreu normalmente, a não ser pelas lembranças que insistiram em invadir a sua mente a todo o momento.
 
Sometimes it lasts in love, but sometimes it hurts instead.
 

Para ler ouvindo "Someone Like You"

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