quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Por que né, se tem uma coisa que eu não gosto, apesar de conviver a um pouco mais de dois anos com ela, é a distância.
Essa chata que não me deixa está ao lado das pessoas que gosto quando quero, quando preciso delas e quando elas precisam de mim.
Odeio quando quero estar perto das minhas amigas, quando quero rir com elas, sair, ou simplesmente fazer nada, apenas ficar vendo o tempo passar. Ou quando estou na maior "deprê" e que apenas um abraço me confortaria. Claro que a internet diminui - só um pouquinho de nada - essa distância, mas não é suficiente, não é a mesma coisa. Claro que também conquistei uma amiga aqui, mas as vezes eu queria as de lá.
Odeio quando elas estão com problemas e queria poder estar perto para abraçar, mas tudo que posso fazer é ligar e dizer: Eu estou aqui e você pode contar comigo sempre. Por que essa terrível distância me impede.
Odeio mais ainda quando tudo que eu mais preciso naquele momento é do colo da minha mãe, mas novamente tudo que posso fazer é ligar e ouvir sua voz, desligar e chorar porque mais que isso eu queria seu abraço confortador.
Odeio quando ela me faz sentir um peixinho fora d'água nesse lugar, que apesar de ter coisas que eu gosto não é o meu lugar.
Odeio quando ela afasta de mim pessoas que eu quero ter sempre por perto, porque por mais que agente lute contra isso quando a distância se junta com o tempo se você não tem um elo maior que o deles dois juntos é isso que acontece.
Odeio quando queria comer o macarrão de minha mãe, ou o bolo de cenoura de minha vó, ou as tantas coisas de minha tia. Mas tudo que posso fazer é me contentar com o meu próprio macarrão e bolo de supermercado- ainda não me arrisco a fazer um bolo sozinha - e comer como se fossem preparados por elas.
Odeio quando queria dar e receber aquele abraço e aquele beijo especial, mas tenho que me contentar com as lembranças.
 Eu sei que a distância não é capaz de apagar os verdadeiros sentimentos, mas alimenta a saudade e essa causa um dor enorme.
 Enfim não gosto mesmo de distância e pronto. E tudo que posso fazer é torcer para que os dias passem rápido e eu possa ir em casa matar essa saudade que me consome.


Quem inventou a distância nunca sofreu a dor de uma saudade!
                                                                                  Martha Medeiros

4 comentários:

  1. A saudade corta mais que o fio da navalha. :(
    A internet nos proporcionou a possibilidade de diminuir as distâncias, no sentido de que é possível ver e ouvir alguém que está a milhares de quilômetros. Mas, nada disso supre aquele abraço real, né?
    Entendo-te bem.

    Ah, obrigado pela visita em meu blog.Fiquei feliz em saber que você está lendo a obra do Miguel Sanches Neto. É um professor e escritor que admiro muito. Estou tendo a oportunidade de ter aulas com ele e são extremamente produtivas. :)

    Um abraço

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  2. Ai, é ruim sim, muito, a distância, a saudade.. Mas lembre-se que é por algo maior, seus estudos, algo para seu futuro, um dia as coisas voltam para o seu devido lugar! =**

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  3. Dona Distância é chatinha mesmo viu! Além de conviver com ela, às vezes Dona saudade também vem atormentar.. ai ai.. te entendo :/
    Mas uma hora as coisas mudam!
    Beijos.

    ps. Adorei aqui!

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